No Verão de 1485 apareceu pele primeira vez em Inglaterra uma doença que rapidamente matou aos milhares antes de desaparecer gradualmente com a chegada do Inverno.
Num primeiro estágio, a doença era caracterizada por ataques súbitos de pânico, dores de cabeça, dores no pescoço, prostração e suores frios, característica que lhe deu o nome de Sudor Anglicus (doença inglesa do suor). No estágio final a febre, desidratação, o aumento da frequência cardíaca e da respiração levavam à morte três a dezoito horas após o aparecimento dos sintomas de trinta a cinquenta porcento dos infectados.
A epidemia reapareceu em 1508, 1517, 1528 e 1551 não fazendo distinção entre sexo,
classe social ou idade, mas a maior parte das vítimas eram homens entre os 15 e os 45 anos.
O surto de 1528 espalhou-se pele Europa Central, Escandinávia e Rússia espalhando o medo entre nobres e plebeus. Em Londres, a taxa de mortalidade foi tão elevada que Henrique VIII dissolveu as Cortes para se confinar fora da cidade depois da morte do seu amigo Sir William Compton e de William Carey, cunhado da sua amante e futura mulher Ana Bolena.
Como podem ver, o confinamento salva vidas. Façam como o Henrique VIII... menos na parte de cortar a cabeça às vossas mulheres.
"Não devo ter medo. O medo é o destruidor da mente. O medo é a pequena morte que traz a obliteração completa. Enfrentarei o meu medo. Permitirei que ele passe por mim e através de mim. E quando terminar de passar, virarei o olho interno para ver o seu caminho. Por onde o medo passar, nada haverá. Só eu permanecerei." Frank Herbert - Duna
domingo, 5 de abril de 2020
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