quarta-feira, 22 de abril de 2020

Dia 40

O meu confinamento começou há quarenta dias atrás. Se o "bicho" que me fechou em casa fosse um "bicho conhecido", hoje estaria radiante por ter escapado à doença e amanhã, finda a quarentena, sairia à rua sem qualquer receio. Mas não. O "bicho" ainda não desvendou todos os seus segredos e amanhã, quando for fazer as compras semanais, vou ter uma vez nais uma máscara a tapar o meu rosto e umas luvas a proteger as minhas mãos.
Não deixo de pensar que o "bicho" me está a cercar.
Dois alunos da escola do meu filho acusaram positivo. A directora da escola pré-primária que é separada da escola do meu filho por uma sebe também foi contagiada e, sobretudo, depois de ter tomado conhecimento da morte de um ex-dirigente do clube aonde eu e o meu filho treinamos e jogamos andebol.
Mas como me propus no inicio deste blog, enfrento o meu medo e deixo-o passar por e através de mim sem me sentir particularmente corajoso porque a verdadeira coragem é a de aqueles que enfrentam os seu medos e vão todos os dias trabalhar naquilo que os políticos chamam primeira linha e eu chamo campo minado.
Que estes quarenta dias permitam a derrotar o "bicho" mais depressa e que se forem precisos mais quarenta para fazer que os meus familiares e amigos, de quem tanto me orgulho, voltem um dia mais cedo à sua vida normal, passá-los-hei sem qualquer ponta de hesitação ou de agrura.

    

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